Oi gente, to escrevendo um livro, então vou postando os capítulos aqui no final de cada capítulo tem o link pra download do mesmo, no ulyimo capítulo do livro eu revelo o nome do livro!
CAP 1 – Introdução para o inferno.
Nossa história começa no Brasil, para ser mais exato no estado da Bahia, para ser mais exato ainda em sua capital Salvador, uma recém chegada família ainda em estado de adaptação, esta se preparando para iniciar um dos corriqueiros dias de uma família do atual mundo capitalista. Nossa família é composta de um chefe de família que graças ao seu emprego, sua família não consegue fixar raízes, gerente de banco tem que estar o tempo todo se mudando devido ao sistema rotatório adotado pelos bancos, é razoavelmente alto para os padrões do país e possui um tom de pele também considerado branco para os padrões do país, cabelos negros e olhos castanhos, por volta dos quarenta anos é um lobo dos negócios o que o levou a sua atual posição em seu emprego, uma mãe dona de casa dedicada que em suas horas vagas escreve livros de culinária, sua idade esta entre os trinta e quarenta anos, morena com cabelos cacheados de um tom meio acastanhado, muito bonita. E por ultimo e nem um pouco menos importante seu único filho, que herdou todas as melhores qualidades físicas de seus pais, adolescente, como sempre cheio de questionamento de rebeldias, cabelos negros e lisos assim como os do pai, em corte baixo e espetados, um pouco mais alto que seu pai aos quinze anos o jovem ira para seu primeiro dia de aula na escola nova.
- Acorda filho Hora da aula!
- A não pai, eu tenho mesmo que ir?
- Já discutimos isso antes, escola não é opção é obrigação, se você não se dedicar aos estudos nunca será um homem bem sucedido como seus pais.
- E levar uma vida de mudanças de um lugar para o outro, ficar o dia inteiro em um escritório esquecendo que tem família é vida? …
- Tudo bem, não precisa me olhar assim eu vou me arrumar.
Rotineiramente levantou-se como todos os jovens em sua idade nas segundas-feiras, ou seja, praticamente se arrastando até a pia para lavar o rosto, praticamente como se já estivesse programado para fazer aquelas ações, ele colocou pasta na escova e levou-a a boca escovando os dentes, depois voltou a seu quarto, colocou o novo uniforme, pegou a mochila e desceu para tomar café.
- Bom dia filho!
- Como se tivesse alguma coisa de bom nele.
- O que foi? Aconteceu alguma coisa?
- Aconteceu sim, eu nasci.
- Não fale assim, fale com a mamãe, o que aconteceu?
- A senhora ainda pergunta? Eu estou cansado dessa vida, sempre mudando, colégio novo, é sempre a mesma droga, que “merda”!
- Não fale assim com a sua mãe, eu trabalho duro o dia inteiro para te dar conforto e educação de primeira qualidade.
- Hum, em mais um colégio cheio de esnobes filhinhos de papai que eu odeio.
- Horas cale-se, tome o seu café e vamos que precisamos nos apressar.
O resto do café se passou no mais absoluto silencio, comeram sem olhar um para o outro e se digiram ao carro para irem cada um para seu destino, andaram de seu apartamento alugado na barra até o colégio São Pedro (nome fictício) ao chegarem ao colégio, bastou apenas uma única olhada para saber que ali não seria diferente dos outros colégios, vários playboys com suas pseudo namoradas patricinhas se exibindo e ignorando totalmente os demais. Desceu do carro sem nem ao menos se despedir do pai e entrou no colégio, era tudo bem antigo, paredes recentemente pintadas de branco e azul, com designer arquitetônico que lembrava antigas construções romanas, colunas sustentavam uma sacada no segundo andar, dentro do colégio havia pinturas de pessoas nas paredes que pareciam ter pertencido ao alto clero do passado, misturado a quadros de personalidades de época como Dom Pedro I. Ao chegar ao segundo andar não foi muito difícil de localizar a sua sala, entrou e se sentou para esperar o professor.
- Bom dia alunos peguem seus livros de Matemática que hoje iremos fazer um pequeno resumo do nosso cronograma do semestre.
- Neste primeiro semestre do segundo ano do colegial estudaremos apenas área e volume dos sólidos, a matéria e trabalhosa e requer bastante atenção de todos.
-… Parece que nem todos estão prestando atenção no que estou falando, você, ai na ultima carteira, você é novo não é?
- Sim sou. Como é que a senhora sabe?
- Eu dei aula no ano passado para esta turma e não o conheço, prazer Maria Dolores, professora de matemática do ensino médio, parece que eu devo esclarecer algumas coisas para você, aqui eu sou a lei, eu mando e os alunos obedecem.
- É parece que voltamos aos tempos de ditadura(cochichando em voz baixa para só próprio)
- Disse algo meu querido?
- Não, nada não professora, pode continuar já entendi, a senhora manda e nós obedecemos.
- Vejamos onde eu estava, a sim estudaremos…
- Ei você novato! Aqui temos algumas regras com relação aos novatos, por exemplo, no seu primeiro dia, o seu lanche é meu e dos meus amigos.
- E se eu não quiser dar?
- Bem você é quem sabe, vai ser do modo fácil ou do difícil.
- Vou pagar para ver, modo difícil.
A cena que se passou a seguir foi tão rápida que quando se deu conta a professora já estava aos berros o expulsando da sala para receber uma punição disciplinar na coordenação, com a mochila nas costas tentando entender o que havia acontecido, a ultima coisa que se lembrava era do seu colega do lado chutando a sua cadeira e ele caindo sobre o armário de modelos em um canto da sala quebrando o armário junto com sua carteira, logo depois a professora o expulsara da sala aos berros para a coordenação, caminhou sem se atender aos detalhes do colégio, seguindo as placas de instruções, até que conseguiu chegar a coordenação dos estudantes no primeiro andar, ao chegar foi recebido pela secretaria que o mandou aguardar um instante e depois o encaminhou a coordenadora.
- Diga meu filho o que você faz aqui?
- A professora Maria Dolores me mandou vir aqui.
- O que você fez para que ela o mandasse aqui?
Contou tudo o que havia acontecido, assim que terminou a professora imediatamente rompeu a porta e puxou a professora para um canto, as duas cochicharam por alguns minutos com muita gesticulação da parte da professora, após uma encenação que para os que puderam presenciar, parecia digna de um Oscar, a coordenadora se dirigiu novamente ao aluno.
- Muito bem garoto, você parece estar encrencado, a professora me contou o que realmente aconteceu, você desrespeitou a aula dela e ainda tentou agredir um colega ao lado, chutando sua cadeira, o colega imediatamente percebeu e segurou a cadeira com o pé no chão, fazendo que sua cadeira fosse deslocada em direção ao armário, a história foi confirmada por todos ao redor que presenciaram a cena, sua detenção será ajudar na arrumação da biblioteca após suas aulas todos os dias por uma semana.
- Mas…
- Mas nada, apenas aguarde La fora ate a próxima aula e cumpra sua detenção, estarei ligando para os seus responsáveis imediatamente para lhes informar do ocorrido.
Muito mais enraivecido ainda, nosso problemático estudando esperou no sofá da recepção junto a secretaria que a todo momento o mandava olhares de censura, o sinal tocou e era o horário do intervalo, quando ia saindo para ir lanchar, percebeu que seu vizinho de carteira o estava esperando no corredor mais próximo junto a uma tropa de seguidores, um mais feio que o outro, se comparados ao seu líder que era magro forte e de um modo meio grotesco encantava as meninas, o resto da gangue se equipara a grotescos Trols saídos de uma ficção medieval. Decidiu voltar e esperar, até que encontrou sua oportunidade, seu próximo professor seria João Figueira de Física, e ele acabara de vir ver a coordenadora, decidiu acompanhar o professor até a sala, desta vez não sentou-se no fundo, procurou uma cadeira do outro lado da sala, a aula foi até interessante, o professor era novo e jovial e tinha uma didática totalmente diferente de ensinar, durante as explicações ele contava mini-histórias sobre fatos que envolviam a matéria, o que deixava a aula mais interessante, só que mesmo com uma boa aula, ainda chegavam olhares perfurantes como balas de fuzil metralhando sua cabeça vindas diretamente de seus antigos vizinhos de carteira. Fim da aula, era hora de sua punição, ele recebeu almoço junto com os funcionários do colégio e logo em seguida se dirigiu a biblioteca que por sinal era enorme, cabiam ali uns 4 apartamentos como o seu, e olha que não era pequeno, além de ter algumas salas de arquivos antigos que não eram acessíveis aos alunos.
- Hum, então você é meu ajudante? Sou Clodores, comece arrumando esses livros aqui e quando voltar ainda tem mais.
- Sim senhora, não sabe o quão animado estou para começar?
- Desculpa, mais eu ouvi ironia? Gostaria de mais uma semana na detenção comigo? Se sim eu posso lhe arrumar.
- Não, não será preciso, já estou indo.
E o trabalho começou, não podia ser pior e mais chato, livros pesados, sobe e desce de escadas para guardar nas estantes, poeira, escorregões, e como se não bastasse apareciam cada vez mais livros, até que finalmente percebeu que seus amiguinhos de classe estavam ajudando a dobrar seu trabalho pegando um livro atrás do outro, em dado momento se escondeu atrás de uma estante para descansar um pouco, foi quando percebeu uma das portas de arquivos antigos entreaberta, ao olhar em seu interior só havia escuridão, com exceção de um estranho fraco e fantasmagórico brilho vermelho que vinha de seu interior, bem mais ao fundo para ser mais exato, neste momento lhe veio uma estranha e compulsiva vontade de entrar ali para olhar mais de perto o estranho brilho vermelho, foi se aproximando da porta cada vez mais perto, já estava quase tocando a porta quando seu coração deu uma repentina acelerada, a bibliotecária Dolores saíra de dentro da sala passando a chave logo em seguida, deu uma olhada compenetrada que parecia lhe estar escaneando a alma.
- A entrada nestas salas de arquivo é proibida, somente eu posso entrar nelas, então continue seu trabalho.
- Sim senhora, como quiser.
O dia continuou na mesma, livros e mais livros a serem arrumados, pelo menos os seus colegas de classe tiveram que ir embora, e isso diminuiu a quantidade de trabalho, com menos livros para serem guardados sobrava mais tempo para dar uma olhada nos gibis, até ser chamado novamente para mais uma carga de livros que os bagunceiros e preguiçosos alunos insistiam em esquecer em cima da mesa. Finalmente o final da tarde chegou e com ela o fim de seu expediente, liberado pela bibliotecária pegou suas coisas e ligou para seu pai e recebeu mais uma maravilhosa noticia, teria de voltar para casa de condução, seu pai estava muito ocupado trabalhando para ir buscá-lo, com sua felicidade quase atingindo um nível de súbito sucumbo, decidiu ir andando para casa pra ver se resfriava a cabeça, andou pelos corredores do colégio agora praticamente vazios, e saiu pelo grande portão principal, contornou o colégio até ter sua atenção chamada por algo, parecia ser na direção da biblioteca, uma pequena janela em uma parede, provavelmente uma das salas de arquivo, ele estava vendo a mesma luz que virá quando estava em sua penitencia, só que parecia mais intensa que nunca, e novamente seu coração acelerou e ele sentiu uma súbita vontade de ir verificar qual a fonte da luminosidade. Já estava colado na grade olhando fixamente para a janela quando a luz repentinamente se extinguiu, seu coração lentamente desacelerava enquanto sua consciência voltava, novamente ele estava no comando, o corpo era seu novamente, foi tudo tão estranho e rápido que mal pode perceber que estava sendo observado o tempo inteiro.
- Para onde estava olhando com tanto deslumbre?
- O…Ola senhorita Clodores, nada não, foi só um pássaro que eu tava vendo passar.
- Eu realmente espero que seja isso mesmo, eu vi seus olhos quando sai da sala de arquivos, escute bem garoto, já vivi o bastante para entender que tem certas coisas que nós devemos ignorar, e aqueles livros dentro destas salas são o tipo de coisa que realmente devem ser ignoradas, agora vá andando que aqui não tem nada para você.
- Como a senhorita quiser.
Mesmo com todos os avisos que recebeu de que deveria ignorar tudo o que havia visto e sentido até agora, ainda assim queria e iria tentar descobrir a fonte de tal brilho. Voltou para casa pensando em mil maneiras diferentes de entrar na sala dos arquivos, porém, após exaustivamente gastar cada ponta de energia caminhando e pensando acabou por mudar de opinião, chegou em casa tão cansado e abalado que havia até esquecido que seus pais foram avisados de sua detenção, parecia cena de filme, quando uma tocaia é armada para pegar o bandido ao colocar o primeiro pé dentro de casa a emboscada estava feita, foi preso e levado para interrogatório dos detetives pai e mãe, teve de ouvir poucas e boas por algo que nem ao mesmo tinha feito, apesar da imensa vontade de reclamar de algo, achou que já estava cansado demais para iniciar mais uma discutição, queria apenas comer alguma coisa e ir para seu quarto dormir com a sorte que estava era o melhor fazer. Finalmente a bronca acabou, um mês sem videogame e sem poder sair de casa, comeu alguma coisa e foi imediatamente dormir.
Venha a mim, venha a mim…você é o único que pode, venha a mim, eu te darei tudo o que desejar.
Uma porta de madeira muito antiga e bem talhada apareceu em sua frente, a porta estava entreaberta, novamente seu coração acelerou não conseguia se controlar novamente, desta vez a porta estava aberta ali na sua frente, ele podia entrar e não havia ninguém por perto para segura-lo, escancarou a porta de uma vez, estava ali a sala, com algumas estantes velhas e empoeiradas uma mesa antiga de madeira e algumas cadeiras grandes e pesadas, vários livros de todos os tamanhos, pareciam muito antigos com capas grossas e antigas, dava a impressão que havia voltado no tempo para a idade média, ali estava, era ele, um livro ao fundo dentro de uma redoma de vidro detalhada em ouro, cheia de símbolos estranhos, estava brilhando, mais intensamente do que nunca, agora poderia tocá-lo sem problema algum, disparou em direção ao livro, seus olhos se tornaram vermelhos, sua mão já estava quase ao alcance, algo lhe puxou, não poderia virar para ver o que era, não agora, não ali ele ia pegar na redoma quando lhe puxou mais forte ainda, decidiu se virar para se desvencilhar do que estava lhe puxando.
- DOLORES!
- EU AVISEI PARA NÃO ENTRAR AQUI, AGORA SERA PUNIDO.
- NÃÃÃÃOOOOOOOO.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAA, Hum…hum…hum…hum…hum… Foi apenas um sonho, melhor voltar a dormir, hoje o dia vai ser cheio.
A semana se passou bem rápido, o clima não poderia ser pior, além de estar de castigo e em casa, estar cumprindo detenção no colégio e se escondendo de uma trupe de playboys no colégio, a semana inteira ficou nublada e chuvosa. Sua detenção piorava a cada dia, agora além de guardar os livros ele também estava ajudando na limpeza da biblioteca, teve até que limpar vomito de uma mesa, quando finalmente a sexta-feira chegou o dia amanheceu claro com poucas nuvens, ensolarado, um dia perfeito para se ir a praia parecia a promessa de que a maré de má sorte iria acabar, desceu tomou seu café, se despediu de sua mão e pegou um taxi para ir ao colégio, parece que seu pai estava muito ocupado com os negócios de novo e teve de sair cedo, a viajem foi tranqüila, não demorou muito chegaram ao colégio, pagou o taxista e foi entrando no colégio. Mal havia saído da vista do porteiro quando foi atingido bem na boca do estomago por um punho, mal sabia que iria se arrepender amargamente por suas ações.
- Isso novato é pra você não se esquecer de quem é que manda aqui.
- Quem manda aqui? Vou te mostrar quem é que manda!
- O que esta acontecendo aqui.
- Nada não coordenadora, estávamos comentando sobre um filme que passou na televisão ontem não é novato?
- Hum, vejo que já esta se enturmando com seus colegas, que bom, não aprontem nada meninos.
- Salvo pelo gongo, te vejo na sala Mané.
O dia realmente só aparentava mudanças, tiveram teste surpresa sobre a matéria que estudaram na primeira semana de aula, a aula de matemática foi torturante, cerca de sete paginas de matérias copiadas no caderno em apenas dois tempos de cinqüenta minutos de aula, o vestibular massacrava os alunos com tanta matéria, o intervalo para o lanche não poderia ser pior, não satisfeitos em dar um soco, jogaram também uma bomba de molho arremessada pelo melhor cestinha da escola, acertou em cheio na cabeça do pobre novato, a única coisa realmente boa daquela manhã, foi uma garota que foi o ajudou a se limpar, ela aparentava ter cerca de três anos a menos que ele, era incrivelmente bonita e simpática.
- Garotos estúpidos, você esta bem?
- S..Sim, sim, sim estou bem sim!
- Vem deixa eu te ajudar.
- Você deve ser novo aqui, eles sempre pegam no pé dos novatos, mais não se preocupe, logo, logo eles esquecem que você existe e encontram alguém para encher, vamos eu te levo até o banheiro dos funcionários La eles tem um chuveiro, e a faxineira pode arrumar um uniforme velho para você, não é grande coisa, mais melhor que ficar cheirando a molho o dia inteiro.
Era incrível como uma menina podia ao mesmo tempo ser bonita, simpática e legal, eles foram até o banheiro, ela o deixou nas mãos da faxineira que o emprestou um uniforme velho e o chuveiro, tomou banho se trocou e agradeceu a funcionaria, foi pra sala de aula, já estava atrasado, era aula de geografia, ao entrar teve de explicar tudo ao professor, mais não antes de receber mais uma provocação dos alunos “Ta usando pano de chão Mané?” após ter esclarecido tudo para o professor sentou em uma carteira e continuou acompanhando a aula. Meio dia, foi liberado, almoçou com os funcionários e foi para o seu ultimo dia na detenção, já havia até se esquecido do livro na redoma dourada, chegou a seu posto e a primeira ordem que recebeu foi de arrumar uma montanha incrivelmente maior que as anteriores, fez uma cara de assustado tão grande que a bibliotecária teve de conter um risinho enquanto explicava.
- Como hoje é o ultimo dia da semana, todos os livros devem voltar para a biblioteca para serem re-locados, é o chamado dia zero, os alunos os devolvem e se quiserem os pegam emprestado de novo, bom trabalho!
Foram horas e mais horas guardando livros, tinham livros ali que ele nem imaginava que existiam, os títulos ao menos o distraiam um pouco, Os Amores de Jurema, Um passeio ao farol da Barra, Contos de uma adolescente, porém um foi o que mais lhe chamou a atenção, até dedicou um pouco do seu tempo para lê-lo O QUE FAZER ENQUANTO ESPERA NO BANHEIRO, dicas de como aproveitar o tempo enquanto esta literalmente na vida privada. Terminou com os livros, agora recebeu a ordem de passar pano no chão, desta vez estava fazendo tudo com muito gosto, pois sabia que acabaria dali a alguns minutos, já tinha limpado quase todos os corredores quando se deparou ali novamente, em frente a porta da sala dos arquivos, lembrou do que havia visto em seu livro, encarou a porta seriamente, a melhor chance que ele tinha de ver o que realmente poderia ser o brilho vermelho seria enquanto ainda tivesse acesso a chave das portas da biblioteca, agora ele podia entrar na sala dos funcionários da biblioteca, quando iria poder novamente ter uma chance dessas? Pensou melhor e decidiu deixar para lá, era perigoso demais ganhar mais uma semana de detenção, voltou ao trabalho quando uma pequena confusão o chamou atenção olhou para traz e viu aquela menina que o ajudou vindo correndo pelo corredor que estava limpando, atrás dela vinha seu arque rival correndo com uma expressão de fúria total.
- Cuidado o chão esta molhado.
- Não se mete novato, isso aqui é conversa de família.
- Me ajuda, Aaaaaaaa.
Apesar do aviso, havia sido tarde, os dois escorregaram e vieram a toda velocidade em sua direção foi aquela confusão, esbarraram com tudo na porta que a pouco vinha sendo observada tão a fundo, logo, logo a senhorita Clodores apareceu com uma enorme face de lua cheia, soltando bufas de ar, parecia um touro solto durante a corrida do touro na Espanha, aparentemente ela já sabia que seu pseudo escravo não tinha nada a ver com a confusão, pois pegou o casal e os levou aos berros.
- ISSO É COISA QUE SE FAÇA? VOCÊS SÃO IRMÃOS, ESTUDAM NESTE COLÉGIO DESDE PEQUENOS, COMO PODEM APRONTAR UMA COISA DESSAS, OS DOIS VÃOS PRA DETENÇÃO, VOU LEVÁ-LOS A COORDENAÇÃO, E VOCÊ LIMPE ISSO TUDO AQUI.
Era muita informação em meio a toda aquela confusão, quer dizer que a menina simpática, a única que o ajudara de todo o colégio, poderia ser qualquer uma, porém era a única pessoa que realmente ele não esperava que fosse a irmã do seu maior rival no momento. Ficou tão espantado que não percebera que a porta da sala de arquivo estava aberta, provavelmente com o impacto ela arrombou, só percebeu quando o brilho vermelho novamente se intensificou, muito mais forte que antes, como que prevendo a ultima chance de fazer contato com o garoto, brilhou mais intensamente que nunca, dessa vez o coração acelerou de uma vez, e antes que percebesse já estava dentro da sala, era exatamente como nos seus sonhos, e lá estava a redoma de vidro com detalhes em dourado, estava envolvida em um brilho vermelho se aproximou, conforme se aproximava o livro reagia, a redoma começava a tremer, até ser arremessada com um grande estrondo bem longe, o livro estava ali na frente dele, aparentemente não tinha título, apenas um livro com uma capa avermelhada com detalhes verdes, muito antigo a apresentando sinais de desgaste, finalmente tocou no livro, imediatamente o livro de regenerou, e formou o título, “Libri Ex Destination” (usei um tradutor online de latim, por isso preço desculpas pelos erros, aceito ajuda com eles) em letras douradas e quentes como fogo, ele o abriu, apareceram mais palavras.
- Quem língua é essa? Eu não entendo nada, como eu vou ler? Queria poder conseguir ler isso.
Como que escutando os desejos do jovem as palavras imediatamente fizeram sentido para ele, pode ler cada palavra, cada linha
- “Ola meus tener mulier , EGO sum unus alius dimidium of suus animus , have went latch huic libri unus diu Per priores veneficus iugum multus validus , unus dies ut vos meus alius dimidium ex animus retornasse vita EGO is can tepidus meus vengeance leia alica ut of liberatio super ut myself abstract daqui QUOD una nos vadum exsisto priores afresh , QUOD procul vingaremos ut of totus of.”
- Oi meu jovem, eu sou a outra metade da sua alma, fui trancado neste livro a muito tempo por um mago cristão muito poderoso, um dia quando minha outra metade da alma retornasse a vida eu poderia ter minha vingança, leia o feitiço de libertação para me tirar daqui e juntos seremos um novamente, e nos vingaremos de todos.
- Sim, isso mesmo, todos irão pagar.
- Não faça isso meu jovem, ou serei forçada a lhe matar.
- Você? Me matar, HAhAHAHAHA, você não tem poder suficiente para isso, morra.
- AAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
- Onde estávamos? Sim o encanto, me diga qual é.
- “Lia suggero me : Breathtaking is can occultus broadminded is angelus ex pondera super ut Per bedlam obvius universitas , EGO sum dimidium quam is est ut pro is mendum , EGO licentia QUOD embodies.”
- Leia junto comigo: Magnífico poder oculto, libere este anjo do equilíbrio para por caos no mundo, eu sou a metade que lhe faltava, liberte e incorpore.
Imediatamente o livro brilhou e o prédio começou a tremer, pessoas gritavam enquanto corriam, os animais haviam enlouquecido, atacavam sem piedade todos a sua volta, o livrou se transformou em uma espécie de líquido vermelho que foi sendo absorvida pela pele, envelheceu cerca de dez anos imediatamente, ficou realmente atraente frente as meninas, ele sentia o poder fluindo em seu corpo inteiro, por que não experimentar seus poderes ali agora? Afinal aquele lugar não lhe trouxe nada de bom, a não ser seus poderes de volta, sim iria destruir tudo ali, tudo e a todos, começando com a bibliotecária que estava transformada em estátua, ela seria a primeira.
- Vadia imunda, terá o que merece por se aliar aos protetores. Vire pó. E o mesmo vale para este lugar, vire pó. HAHAHAHAHAhaha.
Capítulo 2 – 15 Anos depois.
- Olhem ela esta acordando.
- Parece estar bem.
- É um milagre alguém, justo aqui no ponto zero e ainda ter sobrevivido por tanto tempo.
- vamos temos que levá-la para a vila, rápido.
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dezembro 8, 2008
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